O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou nesta segunda-feira (19) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido formal para que o órgão determine a divulgação ampla de alterações em mais de 400 locais de votação para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
A movimentação do órgão ministerial ocorreu após os tribunais regionais eleitorais (TREs) reportarem que aproximadamente 130 mil eleitores de 22 estados foram afetados por mudanças recentes em seus pontos tradicionais de sufrágio. Com o prazo curto até o pleito, a preocupação central das autoridades é evitar a abstenção motivada por desinformação ou endereços incorretos.
Medidas de comunicação e alerta ao eleitor
Diante do cenário de alterações logísticas, o MPE estruturou uma série de exigências voltadas à transparência e à comunicação de massa com a população. Entre as propostas apresentadas ao TSE estão notificações diretas aos cidadãos por meio do aplicativo E-título, além de avisos destacados nos portais oficiais da Justiça Eleitoral na internet.
O plano de contingência comunicacional também abrange inserções em veículos tradicionais de imprensa, como emissoras de rádio e televisão, e campanhas direcionadas nas redes sociais institucionais. Outra frente exigida pelo órgão é a fixação física de cartazes informativos nos antigos locais de votação, direcionando os eleitores desavisados para os endereços corretos.
Em nota oficial enviada ao tribunal, o órgão ministerial destacou os desafios do calendário: “O segundo turno se realiza em 25 de outubro, intervalo reduzido para que o eleitor atingido tome conhecimento do novo endereço, de modo que potenciais efeitos das alterações devem ser mitigados por ampla divulgação, proporcional à exiguidade do tempo até o pleito e ao número de pessoas impactadas”.
Motivos e razões para as alterações logísticas
As modificações nos endereços de votação informadas pelos TREs não ocorrem de forma arbitrária. Segundo os órgãos regionais, os remanejamentos foram necessários para contornar problemas estruturais e emergenciais surgidos ao longo do processo eleitoral recente.
Entre os fatores determinantes estão os impactos provocados por temporais e chuvas intensas, falhas recorrentes no fornecimento de redes de energia elétrica e vistorias que apontaram riscos estruturais em prédios escolares e comunitários tradicionais. Além disso, parte das mudanças visa a adequar e melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
A Justiça Eleitoral segue monitorando a situação e novas alterações pontuais de endereço ainda podem ser determinadas caso surjam imprevistos logísticos de última hora nos estados afetados.
Continue acompanhando o ConexRS para manter-se informado sobre os desdobramentos das eleições, cobertura política completa e fatos relevantes que movimentam o cenário nacional e regional com credibilidade e rigor jornalístico.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

