EUA e China oficializam alívio tarifário de US$ 30 bilhões em bens bilaterais

EUA e China oficializam alívio tarifário de US$ 30 bilhões em bens bilaterais

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Nova fase nas relações comerciais entre Washington e Pequim

Estados Unidos e China anunciaram, no último domingo (27), um acordo estratégico que prevê o alívio tarifário recíproco para uma lista de produtos que, somados, alcançam o valor de US$ 30 bilhões em importações para cada nação. A decisão, baseada nos fluxos comerciais registrados em 2024, marca uma tentativa de distensão nas tensões econômicas entre as duas maiores potências globais e será operacionalizada pelo recém-criado Conselho de Comércio EUA-China.

A medida é fruto direto das negociações diplomáticas realizadas durante a visita do presidente Donald Trump a Pequim, em maio deste ano, quando se reuniu com o líder chinês Xi Jinping. Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, a seleção dos bens contemplados foca em itens classificados como não sensíveis, visando reduzir custos para o consumidor final e fomentar a fluidez do comércio internacional.

Impacto no consumo e no agronegócio

A lista de produtos beneficiados reflete as prioridades de mercado de cada país. No caso das importações americanas vindas da China, o foco recai sobre o setor de varejo e bens de consumo. Estão incluídos itens como brinquedos sem conectividade digital, utensílios domésticos de plástico, artigos de cama, mesa e banho, além de diversos eletrodomésticos, como micro-ondas, cafeteiras e ferros elétricos. Produtos voltados ao público infantil, como cadeirinhas de segurança e cercadinhos, também compõem o rol de mercadorias com tarifas reduzidas.

Já a contrapartida chinesa contempla uma gama mais diversificada de produtos norte-americanos. O destaque fica para o setor agropecuário, com a inclusão de carnes e lácteos, além de carvão e dispositivos médicos. A expectativa do Ministério do Comércio da China é que, após a conclusão dos trâmites legais internos, mais de 90% dos itens listados retornem ao tratamento de nação mais favorecida, eliminando sobretaxas aplicadas em períodos anteriores.

Governança e próximos passos

Para garantir a eficácia do acordo, o Conselho de Comércio EUA-China terá uma estrutura de liderança de alto nível. Do lado americano, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, atuará em conjunto com Jamieson Greer. A coordenação chinesa ficará sob responsabilidade do vice-primeiro-ministro He Lifeng. O grupo terá a missão de realizar reuniões periódicas e monitorar o desempenho dos itens cobertos, com ajustes previstos para ocorrerem, em princípio, anualmente.

Além da desoneração tarifária, o entendimento entre os dois países prevê a criação de um Grupo de Trabalho de Agricultura. Este fórum tem como objetivo aprofundar a cooperação no setor, com a primeira reunião agendada para ocorrer até o final de 2026. A iniciativa é vista por analistas como um passo importante para estabilizar a cadeia de suprimentos global, conforme detalhado em reportagem do Estadão.

O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos desta nova política comercial e seus impactos diretos na economia global. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que moldam o cenário internacional e regional com a profundidade que você exige.

Fonte: canalrural.com.br