Trump afirma que Irã rompeu acordo nuclear antes de ataques no Estreito de Ormuz

Política
Imagem gerada com IA
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Tensões escalam após suposta quebra de acordo

O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo patamar de instabilidade neste domingo (12.jul.2026). O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à emissora NBC News que o Irã havia aceitado um acordo para abandonar seu programa nuclear, mas teria violado os termos menos de uma hora depois ao realizar uma ofensiva com drones contra uma embarcação.

Segundo o relato de Trump, o entendimento teria sido selado no sábado (11.jul), atendendo às exigências norte-americanas para a desnuclearização. Sem fornecer detalhes sobre os mediadores ou o formato das tratativas, o republicano classificou a postura iraniana como uma traição diplomática. “Eles fecharam um acordo ontem. Acordo perfeito para nós, sem armas nucleares. Eles abriram mão de tudo. E depois disso, saíram da sala e, em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio”, declarou.

Disputa de narrativas sobre o Estreito de Ormuz

O episódio ocorre em meio a uma guerra de informações sobre a navegabilidade do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio global de petróleo. Enquanto a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da via, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) refutou categoricamente a informação.

Em nota oficial, o exército norte-americano garantiu que o estreito permanece aberto para o tráfego internacional. “O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, afirmou o comunicado, reforçando que as forças dos EUA estão posicionadas para assegurar a liberdade de navegação diante do que classificou como “agressão iraniana injustificada”. Em contrapartida, o governo iraniano insiste que a navegação está “atualmente impossibilitada”, mantendo a região em um estado de alerta máximo.

Ciclo de hostilidades e bombardeios na região

A crise é o desdobramento de uma semana marcada por intensas trocas de ataques. O Comando Central dos EUA confirmou a conclusão da terceira rodada de bombardeios em poucos dias, atingindo cerca de 140 alvos específicos em território iraniano. A operação, segundo Washington, foi uma resposta direta aos ataques contra navios no estreito, totalizando mais de 300 alvos atacados em um período de 72 horas, conforme detalhado em documento oficial.

A retaliação de Teerã expandiu o conflito para além das fronteiras imediatas. Países como Jordânia, Qatar, Emirados Árabes, Omã, Kuwait e Bahrein relataram ofensivas em seus territórios nos últimos dias. A situação coloca a comunidade internacional em estado de vigilância, temendo que a escalada militar comprometa a estabilidade econômica regional e o fornecimento global de energia.

O Conexrs segue acompanhando o desdobramento desta crise internacional, trazendo análises e fatos apurados sobre os impactos desse conflito para a política global e a segurança regional. Continue conosco para se manter informado com a credibilidade e a profundidade que o seu dia a dia exige.

Fonte: poder360.com.br