Anvisa autoriza novo medicamento oral para prevenção de crises de enxaqueca

Anvisa autoriza novo medicamento oral para prevenção de crises de enxaqueca

DESTAQUES Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a aprovação do Aquipta, um novo tratamento oral voltado especificamente para a prevenção de crises de enxaqueca em pacientes adultos. A medida, detalhada na Resolução-RE nº 3.458, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (8), representa um avanço para pessoas que sofrem com episódios frequentes da condição, definida pelo órgão como aqueles que apresentam pelo menos quatro crises mensais.

Mecanismo de ação e eficácia do atogepanto

O princípio ativo do medicamento é o atogepanto, uma substância desenvolvida para atuar diretamente no bloqueio de vias específicas envolvidas na transmissão da dor. Diferente de terapias paliativas, o foco do fármaco é impedir o surgimento da crise antes mesmo de sua instalação. O registro foi solicitado pela ABBVIE Farmacêutica e contempla apresentações de 10 mg e 60 mg, contendo 28 comprimidos cada.

Os dados técnicos submetidos à agência reguladora durante o processo de avaliação indicam uma redução significativa no número de dias com enxaqueca por mês entre os pacientes que utilizaram a substância durante os estudos clínicos. A Anvisa ressaltou que, embora o mercado já disponha de tratamentos preventivos, muitas opções atuais não possuem um alvo molecular tão específico quanto o novo medicamento, o que torna o Aquipta uma alternativa relevante para o manejo clínico da doença.

Impacto da enxaqueca na rotina dos pacientes

A enxaqueca vai muito além de uma dor de cabeça comum. Trata-se de uma condição neurológica crônica que provoca crises recorrentes de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas por sintomas debilitantes como náuseas, vômitos e uma sensibilidade extrema à luz e ao som, fenômenos conhecidos como fotofobia e fonofobia. Estima-se que cerca de 15% da população mundial conviva com a doença, que impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

A chegada de novas opções terapêuticas no Brasil, como o atogepanto, é acompanhada de perto pela comunidade médica. A possibilidade de um tratamento oral, que atua na raiz do processo inflamatório e de transmissão da dor, pode oferecer mais autonomia para quem sofre com a cronicidade do problema. Para entender mais sobre as diretrizes de saúde e os avanços farmacêuticos no país, continue acompanhando o Conexrs, seu portal de informação relevante e atualizada.

Fonte: agorars.com