O mercado de algodão no Brasil registrou uma queda nos preços durante o mês de setembro, influenciado por fatores externos e uma demanda interna restrita. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a desvalorização internacional e a redução da paridade de exportação foram determinantes para esse cenário, especialmente na segunda metade do mês.
Influência externa e paridade de exportação
As cotações internacionais do algodão tiveram um impacto significativo sobre os preços no mercado brasileiro. A desvalorização global da pluma pressionou as referências domésticas, tornando o cenário ainda mais desafiador para os produtores locais. A paridade de exportação, que mede a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, também sofreu uma redução, contribuindo para a retração das cotações.
Demanda doméstica e comportamento dos compradores
No mercado interno, a demanda por algodão foi limitada, com compradores focando em adquirir apenas volumes necessários para atender às demandas imediatas. As indústrias mantiveram o uso de estoques e matéria-prima adquirida anteriormente, reduzindo o interesse por novos lotes no mercado spot. Esse comportamento levou parte dos vendedores a flexibilizar suas ofertas na tentativa de viabilizar negócios.
Prioridade aos contratos a termo
Durante setembro, a prioridade dos agentes do mercado foi o cumprimento de contratos a termo, tanto para o mercado interno quanto para o externo. Com isso, as novas compras no mercado spot ficaram condicionadas às necessidades de curto prazo das indústrias. Essa estratégia foi uma resposta à cautela observada na demanda interna, que se manteve limitada.
Exportações mantêm ritmo, mas preços caem
Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de algodão continuaram a apresentar um bom ritmo. No entanto, a queda nos preços internacionais e na paridade de exportação continuou a pressionar as referências domésticas. Esse cenário resultou em um fechamento de mês com retração nas cotações da pluma, em meio a uma demanda interna cautelosa e foco no cumprimento de compromissos comerciais já estabelecidos.
O mercado de algodão no Brasil, portanto, encerrou setembro em um cenário de desafios, com influências externas pesando sobre as cotações e uma demanda interna que se manteve restrita. Para acompanhar as próximas movimentações do setor e entender como esses fatores continuarão a impactar o mercado, continue acompanhando o ConexRS.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br

