A Procuradoria-Geral Eleitoral manifestou-se favorável à manutenção do canal “Exército do Lula” no aplicativo WhatsApp. A posição do órgão veio a público após o Tribunal Superior Eleitoral barrar medidas administrativas que buscavam suspender o grupo digital.
Em parecer oficial, o órgão apontou que eventuais restrições contra o canal ou contra o seu administrador, o deputado federal André Janones, configuram medidas invasivas. A avaliação jurídica destaca que tais ações exigem decisão judicial prévia e não podem ser determinadas de forma administrativa pela presidência da corte eleitoral.
Entendimento da Procuradoria sobre a mobilização
Assinado pelo procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa, o documento reforça que a coordenação de pessoas por meio de canais de mensagens não representa, por si só, uma irregularidade eleitoral. O texto aponta que a atuação conjunta de eleitores constitui uma forma legítima de mobilização coletiva.
O parecer sublinha que o compartilhamento simultâneo de conteúdos e o uso coordenado de hashtags nas redes sociais são permitidos pela legislação, desde que desprovidos de finalidade ilícita. Com base nesse argumento, o órgão pediu a rejeição de questionamentos apresentados pela campanha do senador Flávio Bolsonaro contra o grupo.
Anúncios patrocinados e verificação de plataformas
Apesar de defender a legalidade do canal, a manifestação da Procuradoria pontua a necessidade de apurar representações que mencionam impulsionamento pago. Um anúncio específico direcionava usuários para o link de acesso ao grupo de mensagens, o que motivou pedidos de esclarecimento sobre os mecanismos de verificação da Meta.
A ferramenta digital é apontada como peça central na estratégia de mobilização da base de apoio à reeleição de Lula. Através do aplicativo, o parlamentar responsável orienta os inscritos com diretrizes de engajamento, curtidas e ampliação do alcance de publicações em diferentes redes sociais.
A decisão inicial que impediu a suspensão do grupo foi tomada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que atendeu a pleitos da campanha petista para resguardar a continuidade da ferramenta de comunicação diante de questionamentos na Folha de S.Paulo.

