A votação do segundo turno foi prorrogada até as 19h deste domingo (25), por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada após pedidos de campanhas eleitorais que apontaram problemas no transporte público e dificuldades de deslocamento dos eleitores em diferentes regiões. A mudança de horário, no entanto, gerou uma dúvida prática imediata entre mesários e cidadãos: o que acontece nas seções eleitorais em que a votação já havia sido encerrada antes da determinação?
Segundo as informações técnicas disponíveis, uma urna eletrônica desligada não pode ser reaberta para receber novos votos após o fechamento regular. Quando não há mais eleitores na fila às 17h, horário originalmente previsto para o término do pleito, o equipamento recebe o comando de encerramento e emite o boletim de urna, documento oficial que registra os votos computados até aquele momento.
Funcionamento das seções com eleitores na fila
Eleitores que já aguardavam nas dependências dos locais de votação às 17h mantiveram o direito garantido de permanecer na fila e registrar seus votos. Nessas seções específicas, as urnas eletrônicas continuaram ligadas e puderam computar os sufrágios durante o período de prorrogação determinado, estendendo os trabalhos até as 19h.
Por outro lado, nas salas onde o processo havia sido finalizado pontualmente e o boletim impresso, o religamento do equipamento é tecnicamente inviável dentro dos protocolos de segurança eleitoral. Especialistas apontam que uma alternativa lógica seria o emprego temporário de cédulas de papel, mas a Justiça Eleitoral não emitiu diretrizes oficiais padronizando essa modalidade complementar para os locais afetados pelo encerramento antecipado.
Desafios logísticos e atuação dos cartórios
A repentina extensão do horário também provocou transtornos operacionais em várias escolas e colégios pelo país. Houve registros de portões fechados antes do novo limite das 19h, uma vez que muitas unidades seguiram o cronograma tradicional de encerramento e dispersaram equipes de segurança e apoio.
Diante do impasse gerado pela rapidez da medida judicial, decisões pontuais sobre a abertura de portões e a recepção de eleitores passaram a ser tomadas diretamente pelos chefes dos cartórios eleitorais presentes em cada zona. Até o fechamento desta reportagem, órgãos oficiais seguiam avaliando os impactos práticos da prorrogação nos municípios afetados.

