Decisão de estender votação até 19h no segundo turno de 2026 causa impasse e fecha urnas antes do prazo

Decisão de estender votação até 19h no segundo turno de 2026 causa impasse e fecha urnas antes do prazo

Economia

A decisão de estender o horário de votação do segundo turno das eleições até as 19h em um domingo (25) encontrou parte da operação eleitoral já encerrada. Em diferentes estados, seções haviam fechado as portas, emitido os boletins de urna e liberado os mesários quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prorrogação.

O resultado foi um desafio operacional para a Justiça Eleitoral, com locais tentando retomar a votação e tribunais regionais à espera de instruções oficiais. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, enviou um ofício aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) às 17h49, comunicando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, divulgada anteriormente às 17h03.

Reabertura de locais e divergências pelo país

Em Salvador (BA), alguns locais de votação reabriram os portões após a determinação judicial, enquanto outros já haviam concluído os trabalhos com emissão de boletins de urna. No Colégio Portinari, os portões foram fechados às 17h, mas a equipe aguardou orientações e reabriu cerca de 30 minutos depois, sem que os equipamentos chegassem a ser desligados. Relatos de eleitores apontaram dificuldades de transporte e busca por caronas solidárias.

Por outro lado, em Santa Catarina, o presidente do TRE-SC, Carlos Roberto da Silva, afirmou que o tribunal soube da medida pela imprensa e que a maioria das quase 17,4 mil seções do estado já estava fechada. A avaliação local era de que não havia problemas de transporte que justificassem a prorrogação, mantendo-se o plano inicial de remessa de dados para Brasília.

Paraná e Distrito Federal lidam com restrições técnicas

No Paraná, o TRE-PR informou que aguardava orientações do TSE e que a totalização dos votos havia sido suspensa. Enquanto isso, eleitores nas filas continuavam sendo atendidos onde as portas não estavam trancadas. A situação evidenciou a complexidade de harmonizar ordens judiciais tardias com uma logística altamente sincronizada.

No Distrito Federal, mesários apontaram um entrave puramente técnico em um colégio da 14ª Zona Eleitoral. Segundo as equipes, não seria possível religar a urna eletrônica depois da emissão do boletim de urna. O episódio colocou em choque orientações informais repassadas a juízes locais e a cobrança de fiscais partidários pela aplicação integral da decisão do STF.