O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não possui planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, o republicano declarou que o parlamentar pode permanecer no território norte-americano “o tempo que quiser”, após repercussão internacional sobre a saída do Brasil rumo à Flórida.
A declaração foi concedida a jornalistas em Mar-a-Lago, residência oficial de Trump localizada em Palm Beach. Questionado se pretendia manter contato direto com o senador durante a estadia no estado americano, o presidente reforçou a postura de acolhimento político e voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro.
Repercussão em solo americano e declarações oficiais
Durante a coletiva, Trump argumentou que o parlamentar teria sofrido tratamento inadequado em seu país de origem. “Sem planos de encontrar, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito mal. Então ele pode ficar aqui o tempo que quiser”, pontuou o líder norte-americano diante dos repórteres presentes.
O tema também foi abordado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, durante participação em evento oficial em Atlanta. Representantes da diplomacia americana negaram qualquer tipo de articulação direta do governo para viabilizar a saída do senador brasileiro do país sul-americano.
Contexto da viagem e decisão sobre passaporte
Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28), logo após deixar o Brasil em meio a desdobramentos judiciais. A viagem ocorreu após o descumprimento de determinação legal que exigia a entrega de seu passaporte às autoridades competentes em território nacional.
A chegada ao estado americano foi acompanhada de autorizações condicionais concedidas à família para permanência temporária. O episódio gerou debates intensos tanto no cenário político interno do Brasil quanto nas redes sociais e veículos de imprensa internacionais.
Posicionamento da diplomacia dos Estados Unidos
Questionado sobre o suporte concedido ao parlamentar, Marco Rubio esclareceu que a entrada em território americano ocorreu por meio de documentação pré-existente. Segundo o secretário, a decisão final coube diretamente ao presidente dos Estados Unidos, que autorizou o acesso.
“Não facilitamos nada”, declarou Rubio ao ser questionado por agências internacionais sobre uma suposta operação de fuga. O chanceler reforçou que a administração federal americana não participou da logística ou dos arranjos realizados para a travessia internacional do senador brasileiro.

