Pai confesso de morte de menino jogado de ponte em São Gabriel vai a júri nesta quarta-feira

Pai confesso de morte de menino jogado de ponte em São Gabriel vai a júri nesta quarta-feira

Rio Grande do Sul

O homem que confessou ter arremessado o filho de 5 anos no Rio Vacacaí, em São Gabriel, na Fronteira Oeste do RS, vai a julgamento no Tribunal do Júri nesta quarta-feira (4), a partir das 9h. O crime ocorreu em março de 2025 e causou grande comoção em todo o estado devido à extrema brutalidade e às circunstâncias que envolveram o caso.

A sessão judicial está prevista para ser concluída no mesmo dia, embora exista a possibilidade de extensão para a madrugada de quinta-feira (5). Desde março de 2025, o réu permanece preso preventivamente enquanto aguarda o desdobramento processual na comarca local.

Acusação formal e agravantes apontadas pelo Ministério Público

De acordo com a denúncia formalizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o réu responde por múltiplas imputações graves. Entre os crimes listados estão o homicídio tentado qualificado, o homicídio qualificado consumado e o crime de ameaça direcionado contra a ex-companheira.

Os promotores sustentam que a conduta delituosa foi motivada por razões torpes. O processo aponta ainda o emprego de asfixia, a utilização de meio cruel, além de recursos como traição, dissimulação e ações que dificultaram de maneira drástica a defesa da vítima.

Dinâmica do crime e laudo pericial

Conforme o avanço das investigações conduzidas pelas autoridades policiais, a criança foi inicialmente submetida a agressões físicas no dia anterior ao desfecho fatal. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o suspeito transportando o menino em uma bicicleta horas antes do ato criminoso.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou por meio de laudo técnico que o menino estava vivo no momento em que foi lançado da estrutura sobre o rio. A causa determinante do óbito foi identificada como traumatismo crânio-encefálico decorrente da forte queda nas margens e águas do manancial.

Contexto familiar e motivação investigada

A investigação policial revelou que a criança residia com a mãe em Nova Hartz, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e estava temporariamente sob os cuidados paternos durante o período em que o crime foi cometido. Relatos colhidos de testemunhas descreveram o comportamento do acusado como controlador e marcado por forte instabilidade emocional.

O inquérito policial e os depoimentos prestados às autoridades indicam que o ato extrema violência foi motivado por um sentimento de vingança contra a mãe da vítima, em razão da inconformidade com o término do relacionamento amoroso. Mais detalhes sobre o andamento do processo podem ser acompanhados na cobertura do g1 RS.