Cenário eleitoral e a disputa pela presidência
O cenário para as eleições presidenciais de 2026 ganha contornos mais definidos com a divulgação da nova pesquisa Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira (5). O levantamento aponta o presidente Lula (PT) à frente na corrida pelo Palácio do Planalto, registrando 39% das intenções de voto contra 30% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno. Este é o primeiro levantamento realizado após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias, consolidando o quadro de polarização que marca o pleito.
No embate direto de segundo turno, o atual presidente mantém a vantagem, atingindo 44% das preferências, enquanto o senador aparece com 39%. Embora a liderança do petista persista, a dinâmica da disputa revela movimentos importantes, especialmente no que tange à rejeição dos candidatos e ao desempenho de nomes da direita não bolsonarista, que ainda enfrentam desafios significativos de reconhecimento perante o eleitorado nacional.
Rejeição e a dinâmica do segundo turno
Um dos dados mais relevantes da apuração é a redução na diferença entre as taxas de rejeição dos dois principais postulantes. Atualmente, 52% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula, um aumento em relação aos 50% registrados na pesquisa anterior. Em contrapartida, a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou queda, passando de 57% para 54% no mesmo período.
Essa oscilação estreitou a distância entre os índices de rejeição de sete para apenas dois pontos percentuais. Enquanto o cenário de segundo turno contra o senador permanece como o mais provável, o eleitorado ainda demonstra cautela, com 4% de indecisos e 13% de intenções de voto em branco ou nulo, o que mantém a disputa em aberto conforme a campanha avança.
Desempenho de outros candidatos e avaliação de governo
Além dos líderes, a pesquisa testou o desempenho de outros nomes que compõem o espectro político. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 2%. Candidatos como Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registraram 1% cada. O alto índice de desconhecimento desses nomes — que chega a 65% no caso de Renan Santos — ainda atua como uma barreira para o crescimento dessas candidaturas.
No campo da gestão, o governo Lula apresenta um cenário de estabilidade, com 36% de avaliação positiva e 36% de avaliação negativa. A aprovação ao trabalho do presidente permanece em 48%, enquanto a desaprovação atinge 47%. Os dados completos da pesquisa, que ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto, podem ser consultados no Tribunal Superior Eleitoral, sob o registro BR-06591/2026.
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Fonte: redir.folha.com.br
