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Esperidião Amin cobra revisão urgente em projeto de concessão de rodovias catarinenses

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Infraestrutura rodoviária em debate no Senado

O senador Esperidião Amin (PP-SC) utilizou a tribuna do Senado Federal nesta quarta-feira (15) para manifestar forte oposição ao atual modelo de concessão de rodovias federais proposto para Santa Catarina. Segundo o parlamentar, o plano apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é insuficiente para suprir as necessidades logísticas e de segurança do estado, exigindo uma reavaliação profunda antes da concretização de qualquer leilão.

O ponto central da crítica reside na discrepância entre os projetos apresentados anteriormente e a proposta atual. Amin resgatou dados de 2015, quando estudos da própria ANTT indicavam a necessidade de 505 quilômetros de duplicação nas vias contempladas. Em contrapartida, o desenho atual do projeto prevê apenas 90 quilômetros de obras, um volume que o senador considera incompatível com o crescimento econômico da região.

Desafios logísticos e segurança viária

Durante seu discurso, o senador destacou que a demanda por transporte em Santa Catarina atingiu níveis críticos. O parlamentar citou especificamente o gargalo no trecho de Morro dos Cavalos, na BR-101, classificando-o como um dos pontos de estrangulamento mais graves de todo o território nacional. A preocupação com a integridade dos usuários das rodovias também foi enfatizada pelo parlamentar.

Amin alertou que 40% dos acidentes com maior letalidade em rodovias federais brasileiras ocorrem justamente no trecho norte da BR-101. Para o senador, a manutenção de um projeto com metas reduzidas representa um risco contínuo à vida dos motoristas e um entrave ao desenvolvimento econômico, que depende diretamente de uma malha viária eficiente para o escoamento de cargas e circulação de pessoas.

Exigência de revisão antes do leilão

Embora tenha reconhecido a importância das audiências públicas realizadas pela ANTT, que permitiram a transparência e o debate com a sociedade civil, o senador foi categórico ao afirmar que o modelo atual não pode ser aceito. Ele defende que o governo federal e a agência reguladora devem revisar metas, projetos e objetivos antes de avançar para a fase de licitação.

“Com esse tipo de proposta, nós não podemos concordar. Vamos exigir uma revisão de metas, projetos, objetivos e reavaliar este leilão, antes que ele venha a ser consumado”, declarou Amin. A fala reforça a pressão política sobre os órgãos federais para que as concessões não sejam apenas uma transferência de gestão, mas um instrumento efetivo de modernização da infraestrutura catarinense, conforme detalhado em documentos oficiais da ANTT.

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Fonte: www12.senado.leg.br