Estratégia de mobilização nas periferias
Em uma ofensiva direta para consolidar o apoio ao presidente Lula (PT), o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) iniciou uma jornada intensa pelas periferias da capital paulista e por municípios da região metropolitana. Licenciado da Secretaria-Geral da Presidência, o parlamentar utiliza uma van personalizada, com as cores do Partido dos Trabalhadores e a imagem do chefe do Executivo, como base para suas atividades de campanha nesta reta final.
A iniciativa, que começou na segunda-feira (28) e tem previsão de término para a noite do próximo sábado (2), véspera do primeiro turno das eleições, busca o contato corpo a corpo com o eleitorado. A estratégia de Boulos envolve caminhadas por regiões densamente povoadas, onde o objetivo é dialogar com moradores e reforçar a plataforma política do governo federal.
Roteiro e foco no eleitorado metropolitano
O cronograma de visitas abrange um amplo espectro da Grande São Paulo. Entre as cidades incluídas no itinerário estão Taboão da Serra, Osasco, Carapicuíba, Guarulhos, Santo André e Diadema. O foco em municípios da região metropolitana reflete a importância estratégica desses polos para o cenário político nacional.
Na capital, o roteiro contempla bairros que historicamente concentram grande parte do eleitorado paulistano, como Capão Redondo, M’Boi Mirim, Campo Limpo, Grajaú, São Mateus, Itaquera, Cidade Tiradentes, Sapopemba, Guaianazes, Perus, Paraisópolis, Heliópolis e Vila Nova Jaguaré. A movimentação busca reverter ou ampliar a base de apoio em áreas onde o debate político é intenso.
Antecedentes e compromisso político
A atuação de Boulos nas ruas não é novidade em seu histórico recente. Durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, o candidato adotou táticas de proximidade, incluindo pernoites em casas de eleitores na semana que antecedeu o segundo turno do pleito municipal, quando acabou superado por Ricardo Nunes (MDB).
Atualmente em licença não remunerada de suas funções no governo, o parlamentar permanecerá afastado do cargo até o domingo do primeiro turno, em 4 de outubro. Embora o foco atual seja o pleito imediato, Boulos não descarta a possibilidade de solicitar um novo período de afastamento caso haja necessidade de reforçar a campanha durante a etapa final do processo eleitoral.
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Fonte: redir.folha.com.br
