Liderança do BTG pactual revela conselho para acelerar a carreira antes do preparo total

Liderança do BTG pactual revela conselho para acelerar a carreira antes do preparo total

Economia

Crescer profissionalmente exige coragem para aceitar desafios antes mesmo de se sentir plenamente preparado. Essa é uma das principais lições deixadas por Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, durante um evento voltado para estudantes e universitários. O executivo compartilhou sua trajetória em um painel sobre educação e protagonismo, destacando que as melhores oportunidades costumam surgir disfarçadas de incertezas.

A história de Sallouti com o mercado financeiro começou por acaso, após uma indicação de estágio que mudou seus planos iniciais de estudar nos Estados Unidos e abrir um negócio próprio. Para o executivo, a dedicação diária e a capacidade de assumir riscos calculados foram determinantes para alcançar o topo de uma das maiores instituições financeiras da América Latina. Segundo ele, o segredo está em aproveitar as chances quando elas aparecem, independentemente de um falso sentimento de perfeição técnica prévia.

O estágio que mudou a trajetória profissional

A relação com o trabalho e com o ambiente de negócios começou cedo na vida do executivo, influenciada por referências familiares ligadas ao empreendedorismo. Após tentativas frustradas de atuar na produtora de cinema de seu pai, o conselho foi claro: seguir para os estudos em economia. Essa guinada o aproximou do então Banco Pactual, onde encontrou um ambiente dinâmico que exigia interpretação de cenários e tomada rápida de decisões.

Para Sallouti, a lógica de construir uma carreira sólida assemelha-se à avaliação de risco e retorno típica do mercado financeiro. O ganho potencial compensa o desconforto inicial de assumir funções complexas. A ascensão profissional, longe de ser linear, é marcada por aprendizados constantes, frustrações superadas e uma busca incessante por superação de limites em momentos decisivos.

Habilidades exigidas no mercado financeiro atual

Na visão do CEO, o conhecimento técnico isolado não garante o sucesso corporativo de longo prazo. Disciplina e resiliência precisam caminhar lado a lado com a comunicação clara e o pensamento crítico. Sallouti também pontuou a diferença fundamental entre chefiar e liderar, ressaltando que um verdadeiro líder inspira equipes, promove o debate aberto e faz com que cada colaborador se sinta parte essencial das decisões estratégicas.

O impacto da inteligência artificial e dos juros altos

Olhando para o futuro dos negócios, o executivo apontou fatores determinantes que vão moldar o ambiente corporativo nas próximas décadas, como as tensões geopolíticas, o patamar elevado dos juros globais, as pressões climáticas e o avanço tecnológico. Nesse cenário exigente, a inteligência artificial surge como uma ferramenta indispensável, comparada pelo executivo ao papel que o Excel desempenhou no passado.

Para acompanhar as transformações, a recomendação é dominar as novas tecnologias desde cedo e manter uma postura ativa diante dos problemas estruturais do país. O ConexRS segue acompanhando de perto as principais discussões sobre mercado, carreira e tendências econômicas para manter você sempre bem-informado com análises aprofundadas e conteúdo de relevância.

Fonte: seudinheiro.com