O recente ciclo eleitoral trouxe um balanço significativo para a administração do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Dos oito ex-secretários municipais que deixaram suas pastas para disputar cargos legislativos, cinco lograram êxito nas urnas, consolidando a força de quadros ligados ao atual governo municipal. O resultado reflete não apenas a capilaridade política da gestão, mas também as apostas estratégicas do grupo para o fortalecimento de sua base parlamentar.
Sucessos nas urnas e fortalecimento da base
Entre os nomes que garantiram assento no Legislativo, destaca-se a eleição de três novos deputados federais: Enrico Misasi (MDB), ex-titular da Casa Civil; Luiz Fernando Machado (PL), que comandou a pasta de Desestatização e Parcerias; e Sidney Cruz (MDB), ex-secretário de Habitação. A vitória de Cruz é particularmente observada por analistas, dado que seu nome já figura entre os possíveis postulantes à sucessão de Nunes no pleito de 2028.
Na esfera estadual, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contará com a presença de dois ex-gestores que integraram o primeiro escalão da prefeitura: Rodrigo Ashiuchi (PL), que esteve à frente da Secretaria de Verde e Meio Ambiente, e Rogério Lins (Podemos), ex-secretário de Esportes e Lazer. A transição desses gestores para o Legislativo é vista como um movimento de continuidade da influência da atual gestão em pautas estratégicas do estado.
Desafios e surpresas no resultado eleitoral
Nem todos os nomes ligados ao prefeito, contudo, obtiveram o êxito esperado. O resultado de Orlando Morando (MDB) foi um dos pontos que gerou surpresa tanto no núcleo duro da gestão quanto entre observadores da política paulistana. Responsável pela Secretaria Municipal de Segurança e entusiasta do programa Smart Sampa — sistema de monitoramento por câmeras da capital —, Morando alcançou 102.086 votos, mas não foi eleito, permanecendo na condição de suplente devido ao quociente eleitoral.
A performance de Morando é um ponto de atenção, especialmente por ele ser considerado um nome forte para a sucessão municipal. Além dele, outros dois ex-secretários filiados ao Republicanos também não conseguiram converter a visibilidade da gestão em cadeiras parlamentares: Milton Vieira (Inovação e Tecnologia), que obteve 68.093 votos para a Câmara, e Rui Alves (Turismo), que somou 60.544 votos na disputa pela Alesp. Ambos seguem como suplentes.
Impactos para o futuro da gestão Nunes
O desempenho desses nomes aponta para um cenário de renovação e, ao mesmo tempo, de consolidação de lideranças que transitaram pelo Executivo. A capacidade de eleger aliados é um termômetro da aprovação da gestão e da eficácia das políticas públicas implementadas nos últimos anos. O portal oficial da prefeitura detalha as ações que foram bandeiras desses ex-secretários durante suas passagens pelo governo.
O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos da política paulistana e os reflexos desses resultados na governabilidade da capital. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura aprofundada, com foco na análise dos fatos e na relevância do cenário político nacional. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre as próximas movimentações partidárias e o impacto dessas decisões na vida do cidadão.
Fonte: redir.folha.com.br

