Telefônica Brasil aprova pagamento de R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio

Telefônica Brasil aprova pagamento de R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio

Economia

A Telefônica Brasil, companhia responsável pela marca Vivo, anunciou nesta quarta-feira (14) a distribuição de R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas. A decisão, que movimenta o mercado de renda variável, segue a estratégia da empresa de remunerar seus investidores com base nos resultados operacionais acumulados.

Após a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, o montante líquido a ser distribuído aos detentores de papéis da companhia (VIVT3) totaliza R$ 371,25 milhões. O valor bruto por ação corresponde a R$ 0,14081834570, enquanto o valor líquido, descontada a tributação, chega a R$ 0,11617513520 por papel.

Cronograma e regras para o recebimento

Para ter direito ao recebimento dos proventos, o investidor deve manter posição acionária na empresa até o encerramento do pregão do dia 26 de outubro de 2026. A partir do dia 27 de outubro, as ações da Telefônica Brasil passarão a ser negociadas na condição de “ex-juros”, o que significa que novas aquisições a partir desta data não dão direito ao crédito anunciado.

A companhia informou que o pagamento será realizado até o dia 30 de abril de 2027, sendo que a data exata do depósito será definida posteriormente pela diretoria. Os valores foram calculados com base no balanço patrimonial encerrado em 30 de setembro de 2026 e estão sujeitos a ajustes caso ocorram recompras de ações pela empresa antes do período de corte.

Impacto nos dividendos obrigatórios

O montante destinado aos acionistas será imputado ao dividendo obrigatório referente ao exercício de 2026. A medida ainda depende da ratificação pela Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, que está prevista para ocorrer em 2027. Para entender mais sobre a dinâmica de proventos no mercado brasileiro, consulte o portal oficial da B3, que detalha as regras de governança corporativa.

A distribuição de JCP é uma prática comum entre grandes empresas de telecomunicações no Brasil, que buscam manter a atratividade de seus papéis em um cenário de volatilidade econômica. O investidor deve avaliar se a estratégia de manter os papéis até a data de corte se alinha aos seus objetivos de longo prazo ou se a compra após o período “ex-juros” oferece melhor custo-benefício.

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Fonte: seudinheiro.com