O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou-se nesta quarta-feira (15.jul.2026) para negar qualquer tipo de ligação com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pela alcunha de “Sicário”. A declaração ocorre após a circulação de uma fotografia em que ambos aparecem juntos, imagem que foi divulgada pelo portal ICL.
Em nota oficial, a assessoria do parlamentar buscou desvincular a imagem de qualquer relação política ou pessoal. O texto argumenta que, devido à sua atuação pública e ao alto nível de exposição, o senador é frequentemente abordado por populares para registros fotográficos. Segundo a defesa, é impraticável que o político tenha conhecimento prévio sobre o histórico ou a identidade de cada pessoa que solicita uma foto em locais públicos.
O histórico do investigado e o núcleo de intimidação
Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal por sua atuação no chamado “núcleo de intimidação” a serviço do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master. A investigação, que ganhou contornos mais claros a partir de decisões judiciais, aponta que o grupo operava de forma estruturada para neutralizar opositores e críticos aos interesses de Vorcaro.
Documentos que embasaram a operação policial detalham que o investigado recebia pagamentos mensais vultosos, na casa de R$ 1 milhão, para gerenciar atividades ilícitas. Entre as atribuições de Mourão estavam o monitoramento de alvos, a coleta de informações sigilosas — possivelmente acessando sistemas restritos — e a coordenação de ações de coação contra jornalistas e desafetos do ex-banqueiro.
A repercussão do termo e o contexto das ameaças
O apelido “Sicário”, derivado do latim sicarius, remete historicamente a assassinos de aluguel e ganhou notoriedade na cultura popular contemporânea através de produções cinematográficas e do noticiário internacional sobre o crime organizado. No Brasil, o termo passou a ser associado a este caso específico após a revelação de diálogos interceptados pela Polícia Federal.
Nas transcrições incluídas na decisão judicial, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro discute, com a anuência de Mourão, formas de intimidar profissionais de imprensa e até mesmo funcionários, mencionando o desejo de obter endereços e realizar abordagens agressivas. O caso, que segue sob apuração, coloca em evidência as conexões perigosas que podem orbitar figuras públicas, gerando debates sobre a responsabilidade de políticos em relação às imagens que compõem suas redes sociais e álbuns de apoiadores.
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Fonte: poder360.com.br
