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Especialistas defendem fortalecimento dos conselhos tutelares em audiência no Senado

Política

A proteção integral de crianças e adolescentes no Brasil passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos conselhos tutelares. O tema foi o centro de uma audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, nesta segunda-feira (13), onde especialistas destacaram a urgência de dar melhores condições de trabalho aos agentes que atuam na linha de frente da garantia de direitos.

O debate reforçou que, embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) seja uma legislação de referência, a aplicação prática das normas depende da estrutura e da capacidade de atuação desses órgãos municipais. A discussão ganha contornos de urgência diante dos novos desafios impostos pela sociedade contemporânea, que exige um olhar atento para além das vulnerabilidades físicas e sociais tradicionais.

Desafios da atuação no ambiente digital

Um dos pontos centrais da audiência foi o impacto da tecnologia na vida dos jovens. Com a crescente exposição em redes sociais e o aumento de crimes cibernéticos, os conselheiros tutelares precisam estar preparados para lidar com situações complexas, que vão desde o cyberbullying até o aliciamento online. Especialistas apontaram que a falta de treinamento específico e de ferramentas tecnológicas adequadas limita a eficácia do trabalho preventivo e punitivo.

A valorização desses profissionais, portanto, não se resume apenas a questões salariais ou de infraestrutura física. Trata-se de uma necessidade de capacitação contínua, permitindo que os conselhos acompanhem a velocidade das transformações digitais que afetam diretamente a segurança e o desenvolvimento emocional do público infantojuvenil em todo o país.

Estrutura e autonomia dos órgãos municipais

A eficácia do conselho tutelar está intrinsecamente ligada à autonomia e ao suporte oferecido pelas prefeituras. Durante o encontro, foi ressaltado que muitos conselhos ainda enfrentam dificuldades básicas, como a escassez de veículos para visitas domiciliares, falta de equipamentos de informática e espaços físicos precários que não garantem o sigilo necessário para o atendimento de famílias em situação de crise.

A legislação brasileira prevê que o conselho seja um órgão permanente e autônomo, mas a realidade regional mostra disparidades profundas. A mobilização no Senado busca sensibilizar o poder público para que a valorização da categoria seja tratada como uma política de Estado, garantindo que o direito de crianças e adolescentes não seja negligenciado por falta de recursos ou de gestão eficiente.

O Conexrs segue acompanhando os desdobramentos desta pauta no Legislativo e os impactos das discussões para a rede de proteção à infância no país. Continue conectado ao nosso portal para conferir análises, notícias e coberturas completas sobre os temas que definem o futuro do Brasil.

Fonte: www12.senado.leg.br