Gerdau ganha fôlego com margens no Brasil e solidez nos EUA, apontam analistas DESTAQUES Economia 13 de julho de 202613 de julho de 2026 Imagem gerada com IA Às vésperas da divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), a Gerdau (GGBR4) voltou a ser o centro das atenções no mercado financeiro. Grandes instituições financeiras e casas de análise revisaram suas projeções para a gigante siderúrgica, consolidando um sentimento de otimismo que se reflete na recomendação de compra dos papéis. O cenário desenhado pelos especialistas aponta para uma combinação estratégica: a recuperação gradual das margens operacionais no mercado brasileiro, aliada à resiliência e ao desempenho robusto das unidades de negócio localizadas na América do Norte. Esse equilíbrio geográfico é visto como o principal motor para a sustentação do valor da companhia nos próximos trimestres. Perspectivas e valorização no mercado brasileiro A XP Investimentos, em sua análise mais recente sobre o setor siderúrgico nacional, manteve a Gerdau como uma de suas preferências. Mesmo diante de um cenário competitivo, a corretora reforçou a recomendação de compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 28 por ação para o encerramento de 2026, o que representaria uma valorização potencial de 24% frente ao patamar atual. As projeções da XP indicam que o lucro operacional da empresa deve atingir a marca de R$ 12,6 bilhões tanto em 2026 quanto em 2027. Esse otimismo é sustentado, em grande parte, pelo repasse de preços realizado pela companhia tanto em aços longos quanto em aços planos. A expectativa é de um crescimento entre 3% e 4% na receita por tonelada em comparação ao trimestre imediatamente anterior. A força da operação norte-americana Paralelamente ao desempenho doméstico, a operação na América do Norte segue como um pilar de estabilidade. O banco Citi, que elevou seu preço-alvo para a ação de R$ 27 para R$ 29, destaca que a unidade norte-americana demonstra uma resiliência estrutural notável, impulsionada por um ambiente de preços elevados e previsíveis. Um fator determinante para essa confiança é o cenário regulatório sob o Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA). Com a redução das incertezas políticas no curto prazo, a Gerdau consegue manter sua estratégia de preços alinhada aos líderes de mercado locais, operando com margens que, embora enxutas, garantem a competitividade necessária para enfrentar os ciclos econômicos globais. Projeções de Ebitda e próximos passos O otimismo do mercado também se reflete nas estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O Citi revisou sua projeção para o 2º trimestre de 2026, elevando a estimativa para R$ 2,422 bilhões, uma alta de 7% em relação aos R$ 2,273 bilhões calculados anteriormente. Para o fechamento do ano, a expectativa é que o Ebitda totalize R$ 9,651 bilhões. Para a XP, as margens na América do Norte devem se manter próximas a 26% ao longo de 2026, com uma normalização esperada para o patamar de 23% em 2027. Esses números reforçam a tese de que a companhia está bem posicionada para capitalizar sobre a demanda industrial e de infraestrutura em ambos os mercados onde atua com maior peso. O mercado aguarda agora a confirmação desses números na divulgação oficial do balanço. Para acompanhar os desdobramentos do setor siderúrgico e as movimentações da bolsa de valores com profundidade e credibilidade, continue acompanhando o Conexrs. Nosso compromisso é levar até você a informação que move a economia e impacta diretamente os seus investimentos.