GHC apresenta Novo Complexo de Saúde Inteligente e ações de inovação na Health Meeting Brasil 2026

GHC apresenta Novo Complexo de Saúde Inteligente e ações de inovação na Health Meeting Brasil 2026

Saúde

Evento realizado em Porto Alegre busca fortalecer o setor da saúde no sul do Brasil

A inovação no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi um dos temas da 4ª edição da Health Meeting Brasil, nesta quarta-feira, 23 de setembro, segundo dia do evento. Organizada pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), a feira ocorre na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), na capital gaúcha.

Quelen Tanize Alves da Silva, diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação do GHC, e Jorge Branco, gerente de Projetos da instituição, participaram, durante a manhã, do 4º Fórum de Inovação, apresentando o Novo Complexo de Saúde Inteligente do GHC. A diretora ressaltou a necessidade de debater e implementar a inovação no setor da saúde, e apontou que essa pauta se tornou uma prioridade estratégica para repensar o desenvolvimento e as ações práticas dentro da instituição. Porém, disse que o ato de inovar não está relacionado apenas à aquisição de equipamentos.

“A inovação também é reorganizar processos e pensar fluxos que possam ser melhorados e agreguem valor ao que será constituído. Estamos criando uma cultura na qual o hospital aprende continuamente com suas próprias experiências”, afirmou.

Como exemplo, ela mencionou a entrada do GHC na rede de UTIs inteligentes do Ministério da Saúde (MS). A iniciativa permite integrar equipamentos e qualificar o fluxo de dados durante o atendimento de pacientes graves. “Esse trabalho mostra que o SUS é o lugar da excelência, espaço de formação e de pesquisas clínicas”, resumiu a diretora.

Dados e inteligência artificial

Na sequência, Jorge Branco detalhou como será o Novo Complexo de Saúde Inteligente do GHC. Um dos focos é qualificar a tomada de decisão por meio da organização da informação. Ele pontuou que a área da saúde gera um grande volume de dados, mas, por vezes, carece de sistematização. Por isso, o novo modelo transformará essas informações em inteligência capaz de dar celeridade às ações médicas.

“É um projeto de inovação metodológica, de mudança de processos, desde a construção de suas instalações até toda a base de gestão de dados. Isso será muito importante para o Rio Grande do Sul em um contexto de envelhecimento da população projetado para os próximos anos”, comentou.

O gerente de Projetos explicou que, para viabilizar financeiramente o modelo, o Ministério da Saúde incluiu o GHC no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. Também esclareceu que o formato é o de parceria administrativa, ou seja, o atendimento continuará 100% SUS, sem custos para os pacientes.

“O parceiro privado será responsável apenas por captar os recursos, construir as obras, equipar os prédios e realizar a manutenção infraestrutural. O GHC, por sua vez, manterá a propriedade de todos os ativos, o controle estratégico e a execução total de todos os serviços assistenciais e médicos”, detalhou.

Debates técnicos

Profissionais do GHC também participaram da 3ª Jornada de Transição do Cuidado e Desospitalização. Kellen Silveira Batista, coordenadora do Escritório de Gestão de Altas do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), foi uma das palestrantes do tópico “Experiência pública e privada na transição dos cuidados; modelo de referência e contrarreferência na transição do hospital para a comunidade”.

A profissional falou dos desafios e das estratégias de gestão de leitos e transição de cuidado dentro do ambiente hospitalar. Segundo ela, uma das maiores barreiras enfrentadas pela gestão é o medo das pessoas próximas ao paciente.
“A principal preocupação da família é: ‘Faço tratamento oncológico aqui, vou perder isso quando for para o hospital de retaguarda?’. A resposta é não. O paciente vai fazer o tratamento pontual e voltar normalmente com a sua equipe de ambulatório. O objetivo é assegurar o cuidado desse paciente pós-alta, dar suporte para a família e para o cuidador, organizar visita domiciliar e evitar algum evento adverso com falha de comunicação”, ponderou.

Na continuidade da jornada, Karini Mayer Silva da Cunha, fonoaudióloga do HNSC, participou de uma conversa sobre a atuação da equipe multidisciplinar no planejamento da alta dos pacientes em hospitais. A palestrante iniciou sua fala destacando que a presença da especialidade é recente no atendimento a pacientes.

“A fonoaudiologia é um ‘bebê’ dentro do hospital. Em alguns casos, as famílias e os cuidadores carecem de acesso à informação. Como profissionais, nos perguntamos como dar conta de tudo. Para isso, é preciso avaliar e reabilitar o paciente durante a internação e organizar a alta, prevendo a origem e as particularidades dele. Isso é mais desafiador porque estamos no início do trabalho hospitalar”, disse.

Debate sobre câncer

À tarde, o GHC esteve presente no evento 12ª Superdosagem Medlive, com a participação de Daniel Melecchi, coordenador do Ambulatório de Uro-oncologia do HNSC. O painel abordou o tema “A realidade do tratamento de câncer de próstata em uma instituição de grande exigência e fluxo”.

No início, o profissional falou sobre dados, entre eles um estudo que coloca o Rio Grande do Sul como o sexto estado com mais diagnósticos de câncer de próstata no país. Ele detalhou como o GHC atua na jornada do paciente, desde a suspeita clínica até o início do tratamento, e os desafios para a assistência em um contexto transformado pela pandemia de covid-19.

“Quando um serviço atende a um volume muito grande de pacientes, o desfecho clínico deixa de depender só da técnica cirúrgica ou do protocolo escolhido e passa a depender também do fluxo: quanto tempo cada etapa leva, e quantas etapas o paciente atravessa sem perder o timing terapêutico”, comentou.

Fonte; GHC- InPacto

Fonte: manual-1790205834908