Os mercados financeiros iniciaram a sexta-feira com sinais distintos entre as principais regiões globais. No Brasil, o Ibovespa futuro sinalizava recuperação, enquanto o dólar oscilava perto da estabilidade no último pregão antes do segundo turno presidencial. No exterior, as bolsas chinesas fecharam em alta, mas os mercados europeus e os futuros de Wall Street apresentavam perdas consistentes.
A agenda brasileira concentrou as atenções na divulgação do IPCA-15 de outubro, no cenário eleitoral e nos resultados corporativos. Já no ambiente internacional, a valorização do petróleo e as dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial mantiveram os investidores em estado de cautela generalizada.
Movimentação da bolsa e cautela eleitoral
Nas primeiras indicações da manhã, o Ibovespa futuro avançava aproximadamente 0,76% a 0,78%, na faixa de 207.655 a 207.750 pontos. Esse movimento indicava uma tentativa de recuperação após as perdas recentes registradas na quinta-feira (22), quando o Ibovespa à vista caiu 1,15%, aos 204.120 pontos.
A proximidade da votação de domingo (25) manteve a cautela predominante nos negócios. O equilíbrio apontado pelas pesquisas eleitorais aumentou a atenção do mercado às perspectivas fiscais e econômicas do próximo governo que assumirá o comando do país.
Comportamento do dólar e impactos na economia
O dólar comercial iniciou os negócios em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,046, mas perdeu força logo na sequência dos negócios. Às 9h29, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,036, registrando uma leve queda de 0,03% diante das variações cambiais do período.
Essa oscilação refletiu a combinação entre a busca por proteção antes das eleições, a divulgação da inflação brasileira e as condições gerais do mercado internacional. Para o setor do agronegócio, o câmbio permanece extremamente relevante por influenciar diretamente tanto a receita das exportações quanto o custo dos insumos importados.
Inflação e cenário internacional
O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, ficando abaixo dos 0,70% registrados em setembro e das expectativas gerais do mercado financeiro. Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulou 4,62% em 12 meses, superando o limite superior de tolerância da meta de inflação estabelecida em 4,5%.
Enquanto isso, na China, os principais índices reverteram as perdas do início do pregão e encerraram a sexta-feira em alta expressiva. O Xangai Composto avançou 0,89%, aos 3.690 pontos, e o CSI300 ganhou 1,71%, atingindo 4.105 pontos, impulsionados por expectativas de suporte oficial às bolsas locais.
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