Legado musical e a trajetória de Ivone Pacheco
A cultura do Rio Grande do Sul perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas. A pianista Ivone Pacheco, amplamente reconhecida como a “dama do jazz gaúcho”, faleceu aos 94 anos na capital, Porto Alegre. O óbito foi confirmado na noite de domingo (11), deixando um vazio na cena musical que ela ajudou a consolidar ao longo de décadas de dedicação ao gênero.
Mais do que uma instrumentista talentosa, Ivone foi uma articuladora cultural fundamental. Sua influência ultrapassou as teclas do piano, alcançando a organização e o fomento de espaços dedicados à música instrumental. Sua trajetória é marcada pela resistência e pela paixão em manter vivo o jazz em um cenário que, por vezes, carecia de palcos especializados.
O Clube de Jazz e a resistência cultural
Um dos marcos mais significativos da carreira de Ivone Pacheco foi a fundação de um clube de jazz no início da década de 1980. O local rapidamente se transformou em um ponto de convergência para músicos, estudantes e admiradores do gênero em Porto Alegre. O espaço não apenas oferecia entretenimento, mas servia como um laboratório de trocas artísticas e aprendizado.
A iniciativa da pianista foi vital para a formação de plateias e para o suporte a novos talentos que buscavam no jazz uma forma de expressão. Ao longo dos anos, o clube tornou-se uma referência institucional, sendo um dos poucos redutos que mantiveram a chama do estilo acesa na região metropolitana, consolidando o nome de Ivone como uma guardiã da música de improviso no sul do país.
Despedidas e homenagens
O velório de Ivone Pacheco ocorre nesta segunda-feira (12), entre 9h e 14h, no Clube de Jazz, na Sala de Velório F. O sepultamento, reservado apenas para familiares, está programado para as 18h, no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre. A despedida reúne amigos, músicos e admiradores que acompanharam a trajetória da artista.
Para a comunidade artística gaúcha, a partida de Ivone marca o fim de um capítulo importante da história cultural local. O reconhecimento de sua obra, documentado em diversas reportagens sobre a cena musical do Rio Grande do Sul, permanece como um testemunho de sua relevância. O ConexRS segue acompanhando as homenagens e o legado deixado por personalidades que moldam a identidade cultural do nosso estado, mantendo você sempre bem informado com credibilidade e profundidade.
Fonte: g1.globo.com

