Pesquisa aponta empate técnico em rejeição entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pesquisa aponta empate técnico em rejeição entre Lula e Flávio Bolsonaro

Política

A reta final da disputa presidencial de 2026 evidencia o forte acirramento do cenário político brasileiro, marcado por índices elevados de antipatia aos principais candidatos. Nova rodada de levantamento estatístico realizada pelo Datafolha mostra que 46% dos eleitores afirmam não votar de jeito nenhum no atual presidente Lula (PT), enquanto 45% dizem o mesmo em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

A sondagem ouviu 4.050 pessoas com 16 anos ou mais entre a sexta-feira (23) e o sábado (24). O trabalho demoscópico, contratado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-09540/2026, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O peso da rejeição na dinâmica da campanha

O patamar elevado de desaprovação cruzada moldou toda a estratégia adotada pelas equipes de marketing político ao longo do segundo turno. Após a surpresa registrada no primeiro escrutínio, quando o nome apoiado pelo espectcro conservador superou o petista na contagem oficial, o tom da disputa ganhou contornos de confronto direto.

Estratégias baseadas em contrapontos severos e propaganda focada nas fragilidades do adversário dominaram os espaços televisivos e os debates oficiais. A alta resistência popular funcionou como uma barreira intransponível para a expansão expressiva de novas bases de apoio, limitando o crescimento dos concorrentes fora de seus núcleos tradicionais.

Comportamento do eleitorado e estratégias finais

Os dados revelam ainda que apenas 2% dos entrevistados declaram rejeição simultânea a ambos os finalistas, ao passo que 6% pontuam não rejeitar nenhum dos dois postulantes ao Palácio do Planalto. Essa rigidez no comportamento do eleitor reduziu drasticamente o espaço de manobra para conversões de última hora.

Para tentar virar o jogo, a campanha governista apostou em maior engajamento digital e mobilização de rua, embora os reflexos práticos nas urnas tenham se mostrado restritos. A meta principal das legendas passou a ser a desmobilização do campo oposto, incentivando o voto nulo ou em branco para alterar o cálculo final dos votos válidos computados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).