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Pesquisa Quaest aponta preferência por Michelle Bolsonaro em atrito com Flávio

DESTAQUES Política

Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15.jul.2026), trouxe à tona o impacto político do recente desentendimento público entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento revela que 42% dos entrevistados declararam concordar mais com a posição de Michelle no episódio, enquanto 18% manifestaram apoio ao pré-candidato à Presidência da República pelo PL.

O conflito, que expôs fissuras internas na base aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve início em 24 de junho. Na ocasião, Michelle utilizou suas redes sociais para relatar ter sido alvo de desrespeito e humilhação por parte do enteado durante uma conversa telefônica. O estopim teria sido uma divergência sobre estratégias e alianças eleitorais do partido no Ceará.

Impacto da exposição pública na base eleitoral

A repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa foi imediata. Segundo os dados da Quaest, 49% dos entrevistados já tinham conhecimento dos vídeos antes mesmo da realização da pesquisa, o que demonstra a capilaridade do tema entre o eleitorado. Quando questionados sobre a decisão de Michelle em tornar o caso público, 45% dos participantes avaliaram que ela agiu corretamente, enquanto 38% consideraram a exposição um erro.

O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-07181/2026, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Além da preferência declarada, 22% dos entrevistados afirmaram não concordar com nenhum dos dois lados, e 15% não souberam ou preferiram não opinar sobre a disputa familiar.

Motivações e futuro político do clã

A análise das motivações por trás do atrito também foi objeto de estudo. Para 34% dos entrevistados, a atitude de Michelle estaria ligada a um desejo de viabilizar uma candidatura própria à Presidência, ocupando o espaço que hoje é de Flávio. Outros 25% acreditam que o conflito foi motivado por divergências ideológicas sobre alianças políticas, enquanto 16% entendem que a ex-primeira-dama apenas reagiu a ataques pessoais.

O cenário é complexo para o PL, que busca manter a coesão às vésperas de um pleito decisivo. Embora Flávio tenha pedido desculpas publicamente após o episódio, e Michelle tenha negado a existência de uma “briga” ou “competição” duradoura, o desgaste político é evidente. Em 30 de junho, a ex-primeira-dama anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, justificando a necessidade de se dedicar à família, embora seu nome ainda seja ventilado para uma possível candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

Perspectivas para a campanha

A pesquisa também avaliou se a participação ativa de Michelle na campanha de Flávio traria benefícios eleitorais. Para 47% dos consultados, o apoio dela não alteraria as chances de vitória do senador, enquanto 38% acreditam que a presença da ex-primeira-dama seria um fator positivo. O dado reforça o desafio do partido em unificar sua base após o episódio.

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Fonte: poder360.com.br