Plantio da safra de soja avança e atinge 26% da área nacional

Plantio da safra de soja avança e atinge 26% da área nacional

Geral

O trabalho de implantação da safra de soja 2026/27 apresentou um ritmo mais intenso e alcançou 26% da área estimada para o Brasil até quinta-feira (15), conforme dados divulgados pela AgRural nesta segunda-feira (19). Na medição anterior, realizada uma semana antes, o índice registrado encontrava-se em 15%. O patamar atual supera ligeiramente o verificado no mesmo período do ciclo passado, quando os produtores haviam semeado 24% da área prevista.

Esse avanço nos trabalhos de campo foi impulsionado pelo retorno de precipitações mais volumosas, embora ainda com distribuição irregular, em unidades federativas que aguardavam a recomposição da umidade no solo para destravar as operações das máquinas agrícolas. Entre as regiões de destaque na atividade, Mato Grosso assumiu a liderança na velocidade da semeadura, seguido por Goiás.

Contrastes climáticos entre as regiões produtoras

Enquanto o cenário meteorológico favoreceu parte do território nacional, o quadro apresentou grandes divergências geográficas. No Paraná, a situação climática foi oposta: o excesso de chuva registrado nas últimas semanas praticamente paralisou as atividades de plantio no estado.

Esse panorama evidencia como a dependência do regime de chuvas dita o ritmo da agricultura brasileira, gerando cenários distintos onde a umidade ora acelera o desenvolvimento inicial, ora cria barreiras operacionais intransponíveis no curto prazo para os produtores rurais.

Avanço no milho verão e impactos no Sul

No setor do milho verão 2026/27, a área estimada atingiu 48% de semeadura no Centro-Sul do país até a mesma data de referência. O percentual representa um crescimento frente aos 44% observados na semana precedente, embora permaneça um pouco abaixo dos 51% registrados no intervalo equivalente do ano anterior.

Contudo, a reta final da implantação da cultura do milho na região Sul vem ocorrendo com lentidão acentuada. O principal fator por trás desse atraso é o excesso de chuvas, que além de dificultar o andamento das operações de semeadura, também prejudica os tratos culturais necessários e causa danos pontuais às lavouras já estabelecidas.

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Fonte: canalrural.com.br