O plantio da soja da safra 2026/27 atingiu 15,6% da área prevista no Brasil até 9 de outubro, superando o percentual registrado no mesmo período de 2025, quando a semeadura alcançava 11,1%. O avanço também ficou ligeiramente acima da média das últimas cinco safras, de 15,2%, indicando um início de ciclo mais acelerado no país.
Os dados oficiais mostram que os trabalhos de campo evoluem em ritmo favorável. Apesar disso, o mercado da soja enfrenta pressão sobre os preços, influenciada principalmente pela queda das cotações internacionais na Bolsa de Chicago, que impacta diretamente as negociações no mercado interno brasileiro.
Ritmo acelerado em Mato Grosso e cenário nas regiões produtoras
Em Mato Grosso, principal estado produtor de soja do país, a semeadura alcançou 33,3% da área estimada. Segundo levantamentos setoriais, o percentual é semelhante ao observado na mesma data de 2025, mantendo o foco dos produtores nas condições climáticas e no desenvolvimento das lavouras para a nova temporada.
A evolução dos trabalhos de campo ocorre em um cenário de atenção redobrada à rentabilidade, diante das oscilações do mercado internacional e dos preços recebidos pela produção. Na semana encerrada em 15 de outubro, a desvalorização da oleaginosa influenciou negativamente as cotações no mercado físico brasileiro.
Comportamento dos preços no mercado interno e regional
A combinação de preços internacionais mais baixos, dólar cotado a R$ 5,04 e prêmios de exportação estáveis limitou o desempenho dos preços domésticos em diversas praças produtoras pelo país.
No Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos voltou a ser negociada a R$ 136 em praças como Nonoai e Não-Me-Toque. Conforme levantamentos locais, o preço médio estadual recebido pelos produtores ficou em R$ 138,32 por saca, enquanto outras regiões registraram variações entre R$ 133 e R$ 139.
Exportações brasileiras mantêm patamar elevado em outubro
Apesar da pressão recente sobre as cotações domésticas, os embarques brasileiros de soja mantiveram desempenho positivo no início de outubro, com suporte de uma demanda externa consistente.
Segundo dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 2,39 milhões de toneladas nos sete primeiros dias úteis do mês. O preço médio da soja exportada alcançou US$ 482,31 por tonelada, representando um avanço em relação ao período anterior.
O início da safra 2026/27 reúne, portanto, dois movimentos distintos: o avanço acelerado da semeadura e a cautela com as cotações no mercado físico, exigindo planejamento estratégico dos produtores.
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Fonte: portaldoagronegocio.com.br

