Janja declara que Lula é o verdadeiro ungido de Deus em ato político no Piauí

Janja declara que Lula é o verdadeiro ungido de Deus em ato político no Piauí

Política

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, afirmou durante um ato de campanha realizado em Teresina, no Piauí, nesta quarta-feira (9), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “verdadeiro ungido de Deus”. A declaração ocorreu em um momento de intensa polarização política, marcada por trocas de farpas entre os campos ideológicos do atual governo e da oposição.

O posicionamento de Janja surgiu apenas três dias após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizar termos religiosos semelhantes em suas redes sociais. No domingo (6), Michelle manifestou apoio ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificando-o como um “escolhido e ungido do Senhor” em meio às tensões institucionais envolvendo o Judiciário.

Defesa da gestão e contraponto político

Ao discursar para apoiadores, a primeira-dama enfatizou que a permanência de Lula na presidência é fundamental para garantir a continuidade de políticas públicas voltadas ao bem-estar social. Ela destacou avanços em setores estratégicos, como saúde, educação, cultura, emprego e segurança alimentar, apresentando o marido como a figura capaz de proporcionar uma vida digna aos brasileiros.

Embora tenha utilizado o termo religioso para descrever o presidente, Janja não mencionou nominalmente Michelle Bolsonaro, André Mendonça ou o episódio específico envolvendo o ministro do Supremo. A fala focou na construção de uma narrativa de cuidado com a população, contrapondo-a ao que classificou como um projeto de retrocesso.

Críticas à oposição e histórico de governo

Durante o evento, Janja direcionou críticas severas à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a primeira-dama, o grupo político adversário não possui um projeto estruturado para o país, limitando-se a proteger interesses pessoais e familiares em detrimento das necessidades nacionais.

A primeira-dama relembrou o período da gestão anterior, descrevendo-o como um momento de “barbárie” e abandono. Ela afirmou que o país enfrentou dificuldades severas, citando o cenário de luto deixado pela pandemia e o retorno da fome, contrastando essa visão com as ações implementadas pela atual gestão petista.

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Fonte: redir.folha.com.br