Sindirações aponta alta de 4,2% na fabricação de rações no primeiro semestre de 2026

Sindirações aponta alta de 4,2% na fabricação de rações no primeiro semestre de 2026

Geral

A indústria brasileira de alimentação animal produziu cerca de 45,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, registrando uma alta de 4,2% frente às 43,3 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), que apontou expansão em todos os segmentos monitorados ao longo dos primeiros meses do ano.

Desempenho da avicultura de corte e suinocultura

A maior contribuição para o resultado positivo veio da avicultura de corte e da suinocultura. A produção de rações para frangos de corte somou 19,9 milhões de toneladas no semestre, um avanço de 5,3% sobre as 18,9 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior. Esse acréscimo de aproximadamente 1 milhão de toneladas respondeu por cerca de 44% do volume total de alimentação animal no período.

Segundo o Sindirações, o desempenho foi impulsionado diretamente pelas exportações de carne de frango, que superaram 2,9 milhões de toneladas, alta de 12,9% conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Já na suinocultura, a fabricação de rações subiu 5,4%, passando de 10,6 milhões para 11,2 milhões de toneladas, amparada por um incremento de 10% nas exportações de carne suína.

Impactos de mercado e margens dos produtores

Apesar do aumento no volume fabricado, a expansão do plantel e os ganhos de produtividade elevaram a oferta acima da capacidade de absorção de alguns mercados. Esse cenário gerou reflexos diretos sobre o preço do suíno e comprimiu as margens dos produtores independentes no decorrer do período avaliado.

Na avicultura de postura, o volume de ração cresceu 1%, alcançando cerca de 3,8 milhões de toneladas. O CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, destacou que indicadores posteriores ao semestre evidenciam uma redução no poder de compra do produtor de ovos, pressionado simultaneamente pela valorização do milho e do farelo de soja e pela desvalorização do produto final.

Avanços em bovinocultura, aquicultura e pet food

Outros setores do agronegócio também registraram variações positivas na fabricação de insumos. Na bovinocultura de corte, a produção de rações chegou a 2,86 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 110 mil toneladas na comparação anual. Enquanto isso, a bovinocultura de leite avançou 1,8%, totalizando 3,8 milhões de toneladas.

O segmento de aquicultura marcou alta de 5,4%, atingindo 940 mil toneladas. O mercado de alimentos para cães e gatos superou 2 milhões de toneladas, com expansão de 1%, ao passo que o setor voltado para equinos somou aproximadamente 470 mil toneladas.

Desafios estratégicos para o setor

Para o executivo Ariovaldo Zani, o avanço no volume fabricado ocorre em um momento em que as cadeias agropecuárias enfrentam desafios consideráveis relacionados à rentabilidade. Diante de margens apertadas e custos variáveis, a eficiência produtiva, o planejamento comercial rigoroso e a gestão financeira continuam no centro das estratégias para transformar o crescimento físico da produção em resultados econômicos sustentáveis.