Mclaren renova identidade visual e investe pesado em SUV e motores próprios

Mclaren renova identidade visual e investe pesado em SUV e motores próprios

Esporte

A McLaren anunciou nesta terça-feira (22) uma atualização significativa em sua identidade visual, marcando um novo capítulo na trajetória da fabricante britânica. A mudança, que busca unificar as operações de carros de rua e de competição, não rompe com o legado da marca, mas resgata elementos históricos de seu fundador, Bruce McLaren, enquanto a empresa se prepara para uma fase de expansão estratégica e tecnológica.

A reformulação visual ocorre em um momento de intenso movimento nos bastidores da companhia. A marca confirmou recentemente um aporte de £ 500 milhões — aproximadamente R$ 3,5 bilhões — em suas operações no Reino Unido. Este investimento é o combustível para projetos ambiciosos, incluindo a criação do primeiro SUV de alta performance da história da montadora e o desenvolvimento interno de motores e transmissões, reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Resgate histórico e conexão com as origens

O ponto central da nova identidade é a tipografia do nome McLaren. O design foi inspirado diretamente na placa da oficina e do posto de serviços que pertenciam a Les e Ruth McLaren, pais de Bruce, em Remuera, Nova Zelândia. Foi nesse ambiente modesto que o fundador construiu o carro responsável por sua primeira vitória nas pistas, estabelecendo as bases para o que se tornaria um império do automobilismo.

Apesar da atualização, a empresa manteve ícones fundamentais que garantem o reconhecimento imediato pelos fãs. O Speedmark, símbolo estilizado da marca, permanece presente, assim como o Speedy Kiwi, que homenageia as raízes neozelandesas de Bruce. O tradicional laranja Papaya, cor que se tornou sinônimo da McLaren, continua como elemento definidor, agora acompanhado por uma paleta de cores mais diversificada, inspirada em marcos importantes da trajetória da escuderia.

Expansão produtiva e tecnologia própria

O plano de expansão, apoiado pela L’IMAD, investidora soberana de Abu Dhabi, visa transformar a capacidade produtiva da McLaren no Reino Unido. Além da construção de uma nova unidade de montagem, a empresa quer dominar a fabricação de seus próprios conjuntos mecânicos. A estratégia foca no desenvolvimento de novos motores e transmissões, essenciais para a transição para veículos híbridos de alta performance.

A expectativa é que esse ciclo de investimentos gere pelo menos mil empregos diretos e indiretos até 2032. A diversificação do portfólio, com a entrada no segmento de SUVs, é vista como um movimento necessário para garantir a sustentabilidade financeira da marca, que historicamente se limitou a supercarros de dois lugares.

O retorno ao Mundial de Endurance

Enquanto a divisão automotiva se expande, a McLaren Racing mantém o foco nas pistas. Além da presença consolidada na Fórmula 1 e na IndyCar, a equipe prepara seu retorno à categoria principal do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) em 2027. O hipercarro MCL-HY, desenvolvido para o WEC e para as 24 Horas de Le Mans, já está em fase de testes.

Este retorno carrega um peso histórico, remetendo à vitória da marca em Le Mans em 1995, logo em sua estreia. Com o novo projeto, a McLaren busca reforçar sua posição na busca pela “Tríplice Coroa” do automobilismo, um feito que a coloca em um grupo seleto de fabricantes globais. Para mais informações sobre o mercado automotivo e o mundo das competições, continue acompanhando o ConexRS, seu portal de referência em notícias relevantes e atualizadas.

Fonte: noticiasaominuto.com.br