Cotação do suíno vivo avança para R$ 5,04 com impacto da oferta e demanda externa

Cotação do suíno vivo avança para R$ 5,04 com impacto da oferta e demanda externa

Agro

O mercado brasileiro de suínos registrou um movimento de valorização recente, com a cotação do animal vivo atingindo a marca de R$ 5,04 por quilo. O ajuste, que reflete uma dinâmica de oferta mais equilibrada frente à demanda dos frigoríficos, marca uma mudança de patamar em relação aos R$ 4,81 registrados anteriormente. O cenário aponta para uma recomposição de preços que tenta aliviar as margens dos produtores após um período de instabilidade.

Dinâmica de mercado e o papel dos frigoríficos

A alta nas cotações é impulsionada pela postura mais ativa das indústrias, que ampliaram as compras para abate. Segundo levantamento da Safras & Mercado, o escoamento da carne no mercado doméstico tem sido um fator determinante para a reposição de estoques em toda a cadeia produtiva. A competitividade da carne suína, que se mantém atrativa frente aos preços da proteína bovina, continua sendo um pilar fundamental para sustentar o consumo interno.

Embora a recuperação dos preços traga um alívio imediato, o setor de suinocultura mantém uma postura de cautela. Produtores ainda processam os prejuízos acumulados ao longo dos últimos meses e avaliam se a tendência de alta se consolidará no médio prazo. O equilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de absorção do mercado é o ponto central que definirá o ritmo das próximas semanas.

Impacto regional e desempenho das exportações

A valorização não foi uniforme, mas alcançou diversas praças estratégicas. Em Minas Gerais, por exemplo, o quilo do suíno vivo saltou de R$ 5,10 para R$ 5,70, enquanto no mercado independente mineiro atingiu R$ 5,80. Em São Paulo, a arroba suína avançou para R$ 107, refletindo a pressão positiva sobre os preços. Outras regiões, como Goiânia, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, também registraram ajustes significativos, embora o segmento de integração tenha mantido estabilidade em diversos estados.

O mercado externo desempenha um papel crucial neste cenário. Nos primeiros 13 dias úteis de setembro, o Brasil exportou 79,388 mil toneladas de carne suína in natura, gerando uma receita de US$ 180,622 milhões. A média diária embarcada de 6,106 mil toneladas demonstra a força da demanda internacional, que atua como uma válvula de escape importante, reduzindo a disponibilidade interna e auxiliando na sustentação dos preços pagos aos produtores.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br