A corrida pelo Palácio do Planalto entrou em sua fase decisiva. No último fim de semana antes do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4), os candidatos à Presidência da República concentraram esforços em atividades de corpo a corpo com o eleitorado. Entre caminhadas, carreatas e sabatinas, a estratégia foi clara: consolidar bases em capitais e cidades estratégicas do interior do país.
Intensificação de atos e mobilização nas ruas
O clima de reta final ficou evidente na agenda dos postulantes. Enquanto alguns nomes optaram por grandes eventos públicos em centros urbanos como São Paulo e Belo Horizonte, outros priorizaram o diálogo direto com setores específicos, como o agronegócio e movimentos sociais. A movimentação reflete a tentativa de converter o engajamento digital e as propostas apresentadas ao longo da campanha em votos concretos nas urnas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, realizou uma caminhada na Zona Leste de São Paulo no sábado (26). Durante o ato, o petista reforçou a recente medida de proibição das apostas esportivas, as chamadas bets, classificando a atividade como prejudicial ao orçamento das famílias brasileiras. O tema, que tem gerado intenso debate público, também foi abordado por outros candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que se posicionaram de forma crítica ao setor.
Debates e o papel das plataformas digitais
Além das ruas, o ambiente virtual continuou sendo um palco central para a disputa. Diversos candidatos, incluindo Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU), participaram de uma série de debates em podcasts e canais de notícias, como o My News e o projeto Kritikê e 3 Irmãos. Essa estratégia busca alcançar o eleitor indeciso e ampliar o alcance das propostas para além do eleitorado tradicional.
Para o eleitor, o momento é de atenção redobrada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem reforçado a necessidade de consulta prévia ao local de votação, visto que a logística do pleito exige organização. Com quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior, a capilaridade da eleição de 2026 reforça a importância de um processo eleitoral transparente e acessível.
Propostas econômicas e pautas de costumes
O cenário regional também ganhou destaque na agenda dos candidatos. Romeu Zema (Novo) focou em Minas Gerais, defendendo maior crédito para o agronegócio e a redução de juros. Já Flávio Bolsonaro (PL) percorreu estados como Rio de Janeiro, Sergipe e Goiás, utilizando carreatas para defender pautas como a exploração de petróleo e mudanças no Código Penal, incluindo a redução da maioridade penal.
Outros nomes, como Renan Santos (Missão), enfatizaram a necessidade de corte de gastos estatais, enquanto Edmilson Costa (PCB) manteve o foco em temas como soberania nacional e luta anti-imperialista. A diversidade de agendas demonstra que, embora o foco seja a Presidência, as visões de país apresentadas pelos candidatos divergem profundamente, oferecendo ao eleitor um espectro amplo de escolhas para o próximo domingo.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
