O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recorreu ao governo de Donald Trump para tentar garantir uma autorização de trabalho para sua empregada doméstica, Yajarlin del Socorro Fernandez. As informações foram divulgadas pelo jornal New York Post e apontam que a medida ocorreu após as autoridades federais americanas revogarem o status legal da funcionária nicaraguense.
Articulação com autoridades federais de imigração
De acordo com os documentos obtidos pela imprensa americana, o dirigente ítalo-suíço instruiu um assessor próximo com conexões políticas a intervir diretamente junto aos órgãos de imigração dos Estados Unidos. A funcionária, de 33 anos, continuou prestando serviços para a família do dirigente durante meses mesmo após a perda de sua permissão oficial de trabalho.
Fontes citadas na reportagem indicam que a esposa do dirigente, Leena, foi a responsável por realizar a contratação inicial da profissional antes que ela possuísse a documentação migratória exigida para atuar no país. A situação colocou o comando da entidade máxima do futebol sob escrutínio em meio a trâmites burocráticos delicados envolvendo o governo norte-americano.
Uso de endereço e envolvimento de ex-assessor
As investigações apontam que, para contornar o impasse, o círculo íntimo do presidente utilizou um endereço alternativo nos trâmites, distanciando o registro oficial da residência real onde a trabalhadora exercia suas funções. A manobra buscou viabilizar a emissão de uma nova autorização vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
A articulação nos bastidores teria sido conduzida por Carlos Cordeiro, ex-banqueiro do Goldman Sachs que atuava junto à entidade. Cordeiro deixou suas funções recentemente, após o desgaste gerado por uma proposta frustrada de comercialização de direitos de torneios para investidores privados. Procurados pelos veículos de imprensa, nem a federação nem o dirigente prestaram esclarecimentos imediatos sobre o caso.

