Inflação medida pelo Ipc-s recua a 0,20% na segunda quadrissemana de julho com queda em alimentos

Diversos

O custo de vida dos brasileiros registrou um novo alívio na metade de julho. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,20% na segunda quadrissemana do mês. O resultado marca uma trajetória de recuo em relação à leitura anterior, que havia registrado alta de 0,31%, após ter encerrado junho com avanço de 0,36%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador agora soma uma elevação de 4,14%.

Fatores que impulsionaram a queda nos preços

A perda de fôlego do indicador foi disseminada, atingindo seis dos oito grupos que compõem a cesta de cálculo da FGV. O setor de Alimentação foi um dos protagonistas desse movimento, passando de uma variação quase nula de 0,01% para uma deflação de -0,33%. Esse recuo nos preços dos alimentos é um componente essencial para o alívio no orçamento das famílias brasileiras, que sentem diretamente a variação de itens básicos no supermercado.

Entre os produtos que mais contribuíram para segurar a inflação, destacam-se o tomate, que aprofundou sua queda de -1,89% para -10,14%, e a batata-inglesa, que passou de uma alta de 0,41% para um recuo de -6,51%. Outros itens como mamão papaya, café em pó e o etanol também registraram variações negativas, reforçando a tendência de descompressão nos preços de bens de consumo imediato.

Setores com comportamento misto na economia

Enquanto a alimentação e o vestuário — que aprofundou a queda para -0,80% — ajudaram a reduzir o índice, outros setores apresentaram pressões altistas. O grupo de Comunicação acelerou significativamente, subindo de 0,84% para 1,73%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de combos de telefonia, internet e TV por assinatura, que saltaram de 2,33% para 4,63%.

O setor de Educação, Leitura e Recreação também registrou alta, passando de 0,58% para 0,69%, com destaque para o encarecimento das passagens aéreas, que subiram de 5,21% para 7,62%. Esses movimentos mostram que, embora a pressão sobre produtos básicos tenha diminuído, o setor de serviços continua apresentando variações que exigem atenção dos consumidores e dos analistas de mercado.

Contexto e perspectivas para o consumidor

A desaceleração do IPC-S é um termômetro importante para entender a dinâmica inflacionária de curto prazo no Brasil. Ao observar grupos como Habitação, que recuou de 0,44% para 0,36%, e Saúde e Cuidados Pessoais, que passou de 0,46% para 0,28%, percebe-se um movimento de acomodação em áreas sensíveis do gasto familiar. O monitoramento desses índices é fundamental para que o cidadão compreenda as flutuações do poder de compra.

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Fonte: canalrural.com.br