Jeferson Monteiro nega autoria de fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

Jeferson Monteiro nega autoria de fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

Política

Contexto da disputa digital e a acusação de desinformação

O publicitário Jeferson Monteiro, conhecido nacionalmente por ser o criador da página de humor Dilma Bolada, manifestou-se na noite deste sábado (26) para refutar categoricamente a autoria de uma notícia falsa que circulou nas redes sociais. O boato em questão envolvia uma suposta intenção do senador Flávio Bolsonaro (PL) em retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, caso o parlamentar ou seu grupo político avançassem em suas pautas.

A polêmica ganhou contornos eleitorais após a campanha do candidato do PL apontar a conta de Monteiro na rede social X como a fonte original da desinformação. Em resposta, o publicitário classificou a acusação como uma tentativa deliberada de manipular o debate público e construir uma narrativa desfavorável contra ele. “Nunca daria uma declaração falsa”, afirmou Monteiro em entrevista à Folha de S.Paulo, reforçando que suas postagens possuem caráter opinativo e político, mas não de disseminação de fatos inverídicos.

A origem do boato e o papel das redes sociais

O episódio que desencadeou a confusão remonta a um antigo projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli, que visava retirar o título de padroeira da santa. A proposta, contudo, foi arquivada ainda em 2008. A desinformação ganhou força após uma menção feita pela jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, sobre um suposto movimento de reação de setores da Igreja Católica contra grupos evangélicos que estariam tentando destituir a condição de padroeira de Aparecida.

Após a repercussão, a emissora realizou uma retratação pública, esclarecendo que a informação estava baseada em um projeto de lei já superado pelo tempo. Paralelamente, vídeos antigos de Flávio Bolsonaro, gravados em 23 de agosto, foram resgatados e editados por usuários nas redes sociais para sustentar a tese de que o projeto seria resgatado, criando um cenário de tensão religiosa que impacta diretamente o eleitorado católico.

Reação da campanha do PL e desdobramentos jurídicos

A campanha de Flávio Bolsonaro informou, por meio de nota oficial, que não tinha conhecimento prévio de que a conta apontada como disseminadora do boato pertencia ao criador da Dilma Bolada. O grupo político confirmou que acionou o Ministério Público Eleitoral para investigar o caso, buscando responsabilização pela propagação da notícia falsa que, segundo o PL, visa prejudicar a imagem do candidato no pleito de 2026.

Monteiro, por sua vez, reconhece ser o proprietário do perfil citado, mas sustenta que sua publicação original apenas defendia que católicos não deveriam votar em candidatos que, na sua visão, ameaçam a democracia. Para o publicitário, a associação de seu nome a uma fake news específica é uma manobra estratégica dos adversários do presidente Lula (PT) para desviar o foco da discussão política real e criminalizar vozes críticas no ambiente digital.

O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos desta disputa eleitoral e os impactos da desinformação no cenário político brasileiro. Mantenha-se informado com nossa cobertura completa, que preza pela apuração rigorosa, pluralidade de fontes e análise contextualizada dos fatos que moldam o futuro do país. Continue conosco para mais atualizações sobre as eleições de 2026 e outros temas de relevância nacional.

Fonte: redir.folha.com.br