A estratégia de crescimento da Nu Asset
A Nu Asset Management, gestora de investimentos do Nubank, definiu uma rota clara para os próximos anos: o foco total em Exchange Traded Funds, conhecidos popularmente como ETFs. Durante o TAG Summit 2026, realizado nesta terça-feira (29) em parceria com o Market Makers, o portfolio manager da casa, Pedro Mota, resumiu a diretriz da empresa com o lema “ETFs first”.
Atualmente, a gestora administra cerca de R$ 1,3 bilhão em fundos de índice. A ambição da companhia é audaciosa: multiplicar esse patrimônio por mais de dez vezes. O movimento está inserido em um contexto de transformação do mercado financeiro brasileiro, que projeta alcançar a marca de R$ 1 trilhão em ativos dessa modalidade, um patamar visto como o “número mágico” para a consolidação do setor no país.
Potencial de expansão e eficiência dos fundos de índice
O otimismo da Nu Asset encontra respaldo nos números da indústria. Embora o patrimônio total investido em fundos no Brasil gire em torno de R$ 10 trilhões, apenas R$ 120 bilhões estão alocados em ETFs. Para Pedro Mota, essa discrepância indica que há um volume expressivo de capital que deve migrar para veículos mais eficientes e de menor custo operacional.
A tese da gestora é de que os ETFs oferecem uma democratização real do acesso aos investimentos. Diferente dos fundos tradicionais, onde o tamanho do aporte pode garantir taxas de administração diferenciadas, os fundos de índice tratam todos os investidores de forma igualitária. Segundo Mota, o pequeno investidor que aplica R$ 100 no home broker acessa o mesmo ativo, com a mesma transparência e custos proporcionais que grandes instituições globais.
Inovação e o futuro da regulação na CVM
A evolução do segmento não depende apenas da adesão dos investidores, mas também de avanços regulatórios. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda atualmente a atualização de normas que definem o produto, o que pode abrir portas para o lançamento de ETFs de gestão ativa no Brasil. Essa mudança permitiria que gestores aplicassem estratégias dinâmicas, indo além da simples replicação de índices passivos.
O mercado já observa uma transição para produtos mais sofisticados. Um exemplo citado pela gestora é o NU Ibov Smart Dividendos (NSDV11), que utiliza filtros específicos para selecionar as maiores pagadoras de dividendos da bolsa. Com 13 ETFs desenvolvidos em parceria com a B3, a Nu Asset busca se posicionar na vanguarda dessa nova geração de produtos financeiros.
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Fonte: seudinheiro.com
