A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emitiu um alerta importante após a confirmação de um caso de raiva em um cão na Zona Oeste da capital fluminense. O animal, que residia no bairro de Santa Cruz, teve o diagnóstico positivo confirmado em agosto e, devido à gravidade da patologia, precisou ser sacrificado. A investigação epidemiológica conduzida pelas autoridades locais apontou que o cão teve histórico de contato direto com morcegos, o que acendeu um sinal de alerta para os riscos de zoonoses em áreas urbanas.
Monitoramento e segurança da população
Após a confirmação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro iniciou imediatamente uma pesquisa epidemiológica na região para identificar possíveis focos e monitorar a circulação do vírus. Como medida preventiva, todas as pessoas que tiveram contato com o animal infectado foram submetidas a um protocolo de profilaxia antirrábica. Até o momento, não houve registro de casos de raiva humana no estado, o que reforça a eficácia das ações de contenção rápida realizadas pelas autoridades sanitárias.
A raiva é uma zoonose viral de extrema gravidade, caracterizada por uma inflamação progressiva no cérebro. A doença é considerada fatal em praticamente 100% dos casos após o surgimento dos primeiros sintomas. Historicamente, o estado do Rio de Janeiro registrou seus últimos casos de raiva humana em 2006, em São José do Vale do Rio Preto, e em 2020, em Angra dos Reis, ambos decorrentes de transmissão via morcegos.
Importância da vacinação antirrábica
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, enfatizou que a vacinação é a ferramenta mais eficaz para evitar a propagação do vírus. “A confirmação desse caso mostra que a raiva continua sendo uma preocupação de saúde pública e que a prevenção precisa fazer parte da rotina”, afirmou o especialista. Para reforçar a proteção do rebanho urbano, a Campanha de Vacinação Antirrábica de 2026 está agendada para o próximo sábado (26) em todo o estado.
Além da imunização anual, especialistas recomendam medidas de manejo responsável para evitar o contato com animais silvestres. É fundamental que tutores mantenham cães e gatos em ambiente seguro, evitando o acesso livre às ruas. Gatos, em particular, devem ser mantidos dentro de casa, preferencialmente com telas de proteção em janelas e portas. Em caso de suspeita de raiva, como mudanças bruscas de comportamento, salivação intensa ou paralisia, a vigilância municipal deve ser acionada imediatamente.
Protocolos diante de animais silvestres
O CRMV-RJ alerta para o comportamento atípico de morcegos. Animais encontrados durante o dia, caídos ou em locais incomuns, podem estar infectados pelo vírus. A orientação é clara: não toque, não tente capturar e não remova o animal por conta própria. O serviço de zoonoses do município é o órgão capacitado para realizar o recolhimento seguro. É importante lembrar que, apesar do risco sanitário, os morcegos possuem um papel ecológico vital, atuando na polinização e no controle de insetos, sendo protegidos pela legislação ambiental brasileira.
Em situações de acidentes envolvendo mordeduras, arranhões ou lambeduras de mucosas por mamíferos, a recomendação médica é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível. O local do ferimento deve ser lavado abundantemente com água e sabão. Para mais orientações sobre como proteger seu animal de estimação e entender os protocolos de saúde pública, continue acompanhando as atualizações do ConexRS, seu portal de referência para informações seguras e contextualizadas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
