O cenário desafiador para o setor fitness na bolsa
O mercado de academias vive um momento de popularidade crescente entre os brasileiros, impulsionado pela busca constante por saúde e bem-estar. No entanto, o desempenho das ações da Smart Fit (SMFT3) na B3 tem seguido um caminho distinto. Desde o início do ano, os papéis da companhia acumulam uma queda de 12,45%, refletindo a cautela dos investidores diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e incertezas sobre o consumo no varejo.
Apesar da pressão sobre o setor, o Santander mantém uma visão otimista para o grupo. Em relatório recente, analistas do banco classificaram a Smart Fit como a ação favorita entre as varejistas, destacando que a empresa possui fundamentos sólidos para superar a volatilidade atual. A tese de investimento sugere um potencial de valorização de até 75% até o final de 2026, com o preço-alvo projetado em R$ 35.
TotalPass como motor de lucratividade
O grande diferencial apontado pelo Santander para sustentar essa projeção é o TotalPass. Criada em 2016, a plataforma de benefícios corporativos funciona como um agregador de academias, permitindo que usuários acessem uma rede de até 36 mil unidades com mensalidades que variam entre R$ 39,90 e R$ 699,90. Para o banco, a ferramenta é um vetor estratégico de crescimento que otimiza a ocupação das unidades e diversifica as fontes de receita.
Além do TotalPass, a resiliência da Smart Fit é sustentada por um ecossistema verticalizado. Com 5,5 milhões de alunos e 2,1 mil unidades espalhadas por 15 países da América Latina, além de operações em Portugal e Marrocos, a companhia consolidou uma presença global robusta. O portfólio vai além das academias low cost, abrangendo marcas premium como a Bio Ritmo e estúdios especializados em modalidades como pilates, yoga e bike indoor.
Expectativas de crescimento e consolidação
A estratégia de expansão da Smart Fit é vista pelo mercado como um diferencial competitivo. O Santander projeta que, nos próximos três anos, o lucro por ação da companhia cresça a uma média de 33% ao ano. Essa perspectiva é apoiada pela capacidade da empresa de consolidar um mercado ainda fragmentado, mantendo uma estrutura de custos eficiente e alta liquidez, fatores essenciais para atrair o interesse de investidores institucionais.
Atualmente, os papéis da empresa são negociados abaixo da média histórica de três anos, o que, na visão dos analistas, torna o ativo uma oportunidade atrativa de compra. A tese é de que, à medida que o cenário econômico brasileiro apresente sinais de estabilização, a qualidade operacional da rede fitness deve se traduzir em uma reprecificação positiva na bolsa.
O panorama do varejo no radar do banco
Embora a Smart Fit lidere as recomendações, o Santander também observa outras oportunidades no varejo. Entre as favoritas, destaca-se a Lojas Renner (LREN3), que é apontada como uma opção com potencial de valorização de até 42% até o final do ano. Segundo a instituição, a varejista de moda combina qualidade operacional com um preço atrativo, podendo ser beneficiada pelo retorno do capital estrangeiro ao mercado brasileiro.
O banco também monitora o desempenho de empresas internacionais, como a mexicana Tiendas 3B e a chilena Falabella, mantendo uma visão positiva para o setor de consumo na América Latina. O compromisso do Conexrs é manter você informado sobre as movimentações do mercado financeiro e as tendências que impactam a economia. Continue acompanhando nosso portal para análises aprofundadas e coberturas exclusivas sobre os principais temas que movem o Brasil e o mundo.
Fonte: seudinheiro.com
