A 43ª edição da Expoflora, realizada em Holambra, no interior de São Paulo, reafirma seu papel como um dos motores econômicos mais expressivos do estado. Com uma estimativa de movimentar cerca de R$ 200 milhões, o evento, reconhecido como a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, projeta atrair 280 mil visitantes ao longo de seus 16 dias de programação. Mais do que uma celebração da floricultura, a iniciativa funciona como um catalisador de renda que ultrapassa as fronteiras do município-sede, alcançando cidades situadas em um raio superior a 100 quilômetros.
Impacto além das fronteiras de Holambra
A dimensão do fluxo de visitantes revela a magnitude do evento. Em dias de pico, a Expoflora recebe cerca de 20 mil pessoas, um contingente que supera a população total de Holambra, que conta com 15.094 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. Essa demanda massiva exige uma logística regional integrada, já que a estrutura hoteleira local não possui capacidade para absorver todos os turistas.
Como resultado, municípios da Região Metropolitana de Campinas e do Circuito das Águas Paulista absorvem parte significativa desse público. A ocupação hoteleira em cidades como Serra Negra, por exemplo, registra um incremento de cerca de 15% em relação à média anual durante o período da exposição, conforme dados da Associação dos Hotéis e Restaurantes de Serra Negra (Ashores).
Cadeia produtiva e geração de empregos
O impacto financeiro da Expoflora se espalha por diversos setores, incluindo hotelaria, gastronomia, transporte e artesanato. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC) estima que o gasto médio diário com alimentação e bebidas chegue a R$ 150 por visitante. Esse consumo, pulverizado entre diferentes cidades, fortalece o comércio local e reduz a sazonalidade turística típica do mês de setembro.
Além do consumo direto, o evento é um importante gerador de postos de trabalho, mobilizando aproximadamente 7 mil vagas, entre diretas e indiretas. Empresas locais, como o Grupo Casa Bela, chegam a dobrar sua estrutura operacional durante a feira, realizando cerca de 150 contratações temporárias. Para muitos desses estabelecimentos, a exposição representa uma fatia relevante do faturamento anual, chegando a compor 10% da receita total de algumas empresas.
Vitrine para o desenvolvimento regional
A estratégia de roteiros turísticos integrados, que combina a visita à Expoflora com destinos como Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira, tem sido fundamental para prolongar a permanência dos visitantes na região. Essa articulação, apoiada por entidades como a Agência de Desenvolvimento do Circuito das Águas Paulista (ADECAP), demonstra como o turismo de eventos pode atuar como uma ferramenta de desenvolvimento regional sustentável.
Para o setor de flores e plantas, a exposição serve como uma vitrine nacional, aumentando a visibilidade de Holambra e estimulando o interesse de turistas ao longo de todo o ano. Ao consolidar-se como um polo de atração, a cidade não apenas celebra sua tradição, mas garante que o fluxo econômico gerado pela Expoflora continue a irrigar a economia paulista muito além dos dias de festa. Para mais análises sobre o impacto dos grandes eventos no agronegócio e no turismo, continue acompanhando o ConexRS, seu portal de informação qualificada e contextualizada.
Fonte: portaldoagronegocio.com.br
