A poucas horas do início da votação do segundo turno, marcado para o domingo (25), o painel de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou um total de 394 seções eleitorais alteradas em relação ao primeiro turno. O número representa uma atualização em relação aos 362 registros contabilizados anteriormente, impactando diretamente cerca de 122,9 mil eleitores em todo o país.
De acordo com as informações divulgadas pela corte eleitoral, as mudanças em locais de votação — que englobam estabelecimentos como escolas e universidades — abrangeram 106 endereços. Apesar da movimentação na reta final, o tribunal ressalta que o volume de alterações afeta apenas 0,08% do total de seções disponíveis no Brasil.
Distribuição das mudanças pelo país
A região Nordeste lidera o quantitativo de seções modificadas, somando 127 alterações. Na sequência, aparecem a região Norte, com 103 mudanças, e o Sudeste, que registrou 97 modificações em suas unidades de votação.
Nas regiões Sul e Centro-Oeste o impacto foi menor, contabilizando respectivamente 41 e 26 seções alteradas. Entre os estados que concentram o maior número de ajustes estão o Pará, com 58, seguido por Minas Gerais e São Paulo.
Motivos e critérios para as alterações
A movimentação de urnas e eleitores para novos locais ocorre exclusivamente sob caráter extraordinário. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) apenas autorizam a transferência quando detectam riscos iminentes à integridade física dos votantes e dos mesários.
Entre os fatores que motivam tais decisões estão problemas estruturais graves em edifícios públicos, questões de segurança pública e eventos climáticos adversos, a exemplo de fortes chuvas ou queimadas. O objetivo principal é garantir que o processo democrático ocorra sem prejuízos à população.
Balanço e divergências no sistema
Durante a semana que antecedeu o pleito, a divulgação de dados no portal da corte gerou debates e dúvidas devido a oscilações nos números informados. No sábado anterior, o sistema chegou a apontar milhares de modificações, gerando esclarecimentos posteriores por parte dos órgãos competentes.
O secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, explicou em entrevista que a divergência inicial ocorreu porque a plataforma computou acidentalmente as alterações que já haviam sido consolidadas e aplicadas ainda durante o primeiro turno da votação.
Para mais informações sobre o pleito e orientações aos eleitores, consulte a cobertura completa no portal da Folha de S.Paulo.

